SEGURANÇA NO CAMPO

 

A Polícia Militar realiza de forma permanente estudos sobre a problemática da segurança no campo. Neste sentido, ouve produtores e moradores rurais, sindicatos e Federações da Agricultura, faz visitas e analisa algumas propriedades que foram vítimas de ilícitos. Deste trabalho resultam orientações que são periodicamente atualizadas e divulgadas para adequação do espaço rural com vistas a elevar seus níveis de segurança.

Cabe ressaltar que as orientações abrangem aspectos estruturais e, principalmente, comportamentais, estimulando a cultura da prevenção. Na maioria das vezes são medidas simples e sem custo. Seguem abaixo algumas dicas para tornar os espaços rurais mais seguros:

1. ARQUITETURA AMBIENTAL

Vigilância natural – Quanto maior a visibilidade do local, maior a segurança. Locais com visibilidade obstruída por cercas vivas, paredões, muros opacos, falta de iluminação, facilitam a ação de invasores.

Reforço Territorial – A comunidade rural deve considerar o entorno de sua propriedade como território seu, colaborando na sua manutenção e cobrando as medidas cabíveis dos responsáveis ou órgãos competentes (estradas com pavimentação segura, substituição das lâmpadas queimadas nas vias, sinalização das estradas etc.). Delinquentes preferem lugares com aspecto de abandono.

Controle de Acesso – Controlar corretamente a entrada e a saída de colaboradores e visitantes é também uma das formas mais eficientes de se promover a segurança nas propriedades rurais.

2. VIZINHANÇA SOLIDÁRIA

  • Manter em local de fácil acesso telefones úteis, como o da Polícia, vizinhos, amigos e parentes;
  • Formar redes de contato (telefone, rádio, internet, grupos whatsapp). Informar à PM e aos vizinhos sobre suspeitos e invasores;
  • Ao perceber veículos e pessoas em atitudes suspeitas, anotar o maior número de dados e particularidades, repassando à polícia e aos vizinhos;
  • Combinar com vizinhos, empregados, motoristas de transporte escolar, códigos para situações de perigo (palavras, sinais sonoros e/ou visuais).

3. ILUMINAÇÃO 

  • A iluminação deve permitir o máximo de visibilidade. Sugere-se instalar iluminação com sensor de presença nos arredores da casa. É recomendável que o sistema de iluminação e os sensores sejam protegidos com grades, telas metálicas de forma a evitar depredações;
  • Aconselha-se manter uma luz interna na residência e, quando não houver ninguém em casa, sugere-se o uso de um “timer” que acenda e apague as luzes em horários alternados. Cuidados para deixar lâmpadas acesas durante o dia;
  • O paisagismo não deve encobrir a visão durante o dia ou à noite;
  • Instale iluminação de emergência para casos de falta ou queda de energia;
  • Ter boas lanternas em locais de fácil acesso. A iluminação portátil é fundamental, pois a movimentação de animais silvestres e possíveis intrusos são de difícil detecção à noite em função da baixa luminosidade. É aconselhável ter também o bom e velho lampião de reserva.

4. CASA

  • Tanto a casa do proprietário, quando do caseiro, devem possuir bastante visibilidade, de preferência, serem edificadas em locais elevados da propriedade.

5. PAISAGISMO SEGURO

  • Evitar árvores e arbustos muito próximos à casa, pois podem ser usados como esconderijos ou servir de apoio para o invasor subir no telhado. Galhos abaixo de 2 metros devem ser podados com o intuito de preservar a visão. Os arbustos devem ter altura máxima de 1 metro.

 

 

6. A ESTRUTURA DE UMA PROPRIEDADE RURAL

  • Portão de entrada reforçado, pintado com cores claras, com sinalização de “propriedade particular”, com tranca e cadeado;
  • Nas portas e janelas as fechaduras devem ser de boa qualidade e resistentes. Importante que as dobradiças das portas externas estejam para o lado de dentro, evitando a retirada da porta pelo lado de fora;
  • O ideal é que todas as janelas sejam protegidas por grades e possuam trancas internas. Cuide também para que as portas e janelas estejam fechadas quando se ausentarem;
  • Vistoriar periodicamente a propriedade, principalmente as cercas, animais e acessos

7. EMPREGADOS/CASEIRO

  • Só contrate empregados, após verificar suas referências;
  • Orientar os empregados para que tenham cautela com informações sobre o sistema de segurança, bens e rotinas da propriedade.

8. ANIMAIS DE GUARDA

  • Os cães devem ser adestrados para não aceitarem comida de estranhos. Deve haver um local protegido para que o animal fique abrigado em caso de mau tempo e continue com uma boa visão da propriedade;
  • Gansos e galinhas-de-angola têm a característica de procurar defender seu território. Por isto alertam rápido a existência de intrusos na propriedade e não oferecem riscos às crianças. Outra vantagem é que se alimentam de animais peçonhentos, aranhas e escorpiões.

      

9. UTENSÍLIOS E FERRAMENTAS

  • Picaretas, pás, foices, facões, entre outras ferramentas, devem ser guardadas em local apropriado, de acesso controlado, seguro e trancado. Elas podem ser utilizadas para arrombamento ou contra o próprio proprietário;
  • Escadas devem ser guardadas em local seguro, pois podem ser usadas com o objetivo de escalar muros e invadir a casa da propriedade.

10. OUTRAS DICAS DE COMPORTAMENTO PREVENTIVO

  • Evite formas improvisadas de guardar dinheiro, por exemplo, embaixo de colchões, dentro de guarda-roupa ou forro da casa. Os delinquentes conhecem esses esconderijos. Dê preferência a cartões de débito, crédito e cheques;
  • Evitar rotinas (alterar caminhos, condutas e horários). Não comentar particularidades sobre a família ou a propriedade e orientar os empregados a fazerem o mesmo;
  • Ao chegar à propriedade, preste atenção na presença de veículos ou pessoas estranhas, sinais exteriores de irregularidade e não tenha pressa de entrar. Quando isto acontecer comunique a vizinhos de sua confiança e/ou à polícia;
  • Não deixar chaves em locais que tragam risco à segurança (troncos, pedras);
  • Evite levar dinheiro para pagamento de empregados. Recorrer aos bancos para depósitos ou pagamentos;
  • Mantenha-se informado sobre questões que envolvam a segurança na região;
  • Nunca comente sobre grandes compras e vendas (gado, terras, maquinários, veículos). Ficar atento aos compradores ou vendedores estranhos e ter cuidado com negócios fáceis e lucrativos;
  • No caso de possuir armas, guarde em local seguro;
  • Em deslocamentos, levar celular e, quando acionar a polícia, cientificar-se com qual cidade está falando.
  • Se ainda assim for vítima de roubo, não reaja.

 

PERÍMETROS DE SEGURANÇA DA PROPRIEDADE

É importante pensar na segurança da propriedade rural como um todo. Os perímetros de segurança são como linhas de defesa:

Perímetro 1:  a casa (paredes, portas, janelas, trancas, câmeras, alarme). Lembre-se que a estrutura de segurança de uma casa não é maior que O SEU PONTO MAIS FRACO! Descubra qual é e fortaleça-o.

Perímetro 2: próximo à casa (grades, muros, iluminação, cadeados, correntes, alarmes, cães, gansos, galinhas-de-angola, paisagismo).

Perímetro 3: Galpão, cocheiras, plantação, pasto, mata e cerca da propriedade.

Perímetro 4: a rua, a estrada (iluminação, ver e ser visto, limpeza e conservação, ajuda de vizinhos e passantes, polícia).

 

CONCLUSÃO

É importante enfatizar que essas dicas não esgotam o assunto, mas devem compor a cultura desejável da prevenção. A partir do momento que toda a comunidade participa nas soluções dos problemas de segurança, as ações da polícia passam a ser complementares e não exclusivas, para alcançarmos a paz e a tranquilidade que todos desejamos.

E lembrem-se:

Na participação de todos, a segurança de cada um.

E quem não previne o crime, colabora com ele.

 

Fonte: Adaptação de dicas da Polícia Militar dos Estados de Minas Gerais e Paraná.

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